sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Comentário do filme/ Dener Silveira

Amanda vive uma experiência única, seu monótono mundo começa a “desfazer”. Esta situação revela o obscuro mundo escondido por trás daquilo que se costuma chamar de realidade. Amanda mergulha em um turbilhão de acontecimentos caóticos que provocam nela miscelâneas de sensações, tudo voltado para a realidade. Ela entra em crise e questiona o sentido da existência humana.

O que chamou atenção no documentário foi a preocupação com o auto conhecimento, temos que pensar, essa é a mensagem principal que o filme passa. Temos que ser extremamente críticos e saber a procedências de tudo que interagimos. O poder da mente atrelado aos objetos é ao mesmo tempo, forte e desconhecido. Quando no começo do documentário a metáfora do iceberg foi citada, podemos fazer um paralelo com o mito da caverna, de Platão. Tanto no mito da caverna quanto no iceberg conhecemos pouco o poder das idéias, no mito, as pessoas encontram-se no fundo da caverna, só enxergam às sombras, as aparências. No caso do iceberg é a mesma coisa, só vemos a pontinha, enxergamos somente o superficial das coisas. Em suma, temos uma limitação grande em nossas mentes, prestamos pouca atenção nos nossos relacionamentos com o mundo e também com nós mesmo. O documentário nos bombardeia com varias perguntas, vou ter minar esse comentário da mesma forma. Como podemos canalizar nossos pensamentos positivos em um mundo cada vez mais egoísta? Nossas atitudes e pensamentos acompanharam a velocidade das nossas cidades? Estamos propícios a pensar? Temos primeiro que olhar para nós mesmo, conhecer nossas potencialidades e limitações para poder agir com autenticidade em um mundo cada vez mais complexo. Creio que o ser humano está apenas começando aprender o funcionamento da sua mente. Somos seres frágeis e limitados.





Nenhum comentário: